Rockalhadas
Estou estoirado, mas é um estoiranço de satisfação. O Super Rock deste ano teve grandes concertos. Do primeiro dia destaco os System Of A Down que, apesar de não terem estado a cem por cento, deram um grande concerto. Pena os putos que estavam lá à frente a apertar o pessoal. Não curtiam nem deixavam curtir. É esta a maneira de se divertirem num concerto? Nem mosh houve, como devem imaginar. Só foi bom, porque com tanto apertanço lá consegui estalar as costas umas quantas vezes. A grande surpresa foi, sem dúvida o concerto dos Prodigy. Tem piada que eu e o Alexandre achávamos que não ia valer a pena irmos para a frente, por pensarmos que o Keith e o Leroy não iam actuar (julgava eu que eles já não faziam parte da banda). Quando os vimos entrar nem hesitámos, fomos logo para a frente. Nem queria acreditar. Quando eles arrancaram nunca mais pararam. Nem eu. A certa altura, no meio daquela mistela orgânico-electrónica, lembrava-me do Ministry. Que power! Eu sei que pareço um redactor de uma revista de metal a escrever, mas acreditem, foi fenomenal, aquela energia. E o estilo? O mais à frente possível. Todos de preto, com o Leroy de cara pintada, com uma risca branca horizontal no olhos e, imaginem, com uma saia cheia de alfinetes. Afinal tenho razão, ele e eu. Saias ao poder! O Keith estava com uma camisa que fazia conjunto com umas calças e que tinha umas riscas tipo Adidas, com um lobo nas costas. Muito, mas mesmo muito impressionante. Também conta a aparência e eles sabem. As poses, as caretas, a assunção de serem rockstars e o caganço para as demagogias que pregam a estratégica simplicidade daquele tipo de artistas com ar miserável e uma conta bancária astronómica. E volto a repetir, a pujança daquele som! "Breathe", "Poison", "Firestarter"! Quando começou a "Smack My Bitch Up" foi o descalabro!
Segundo dia: Rock´n´rollada a abrir dos Turbonegro, na melhor tradição Alice Cooper. Pena que tivesse tão pouca gente nessa altura. Depois, muito depois, New Order que, ao contrário do que eu pensava, tocaram três (!) canções de Joy Division: "Transmission", "She´s Lost Control" e..."Love Will Tear Us Apart"! Engraçado que a variedade de sons faz-me lembrar a diversidade das bandas que eu gosto. Passavam temas mais rock e temas mais electrónicos. Eu e os New Order temos isso em comum. Diversificamos. Moby, claro, controla sempre tudo. Grande actuação, com alguns devaneios do tipo tocar Led Zeppelin ou dizer às pessoas que ia tocar Johnny Cash, enquanto se resolviam problemas técnicos. E o discurso? Muito génio, muita inteligência, no melhor estilo Manhattan.
Último dia. Só vi quinze minutos dos Mastodon, mas foi o suficiente para me pasmar com a originalidade daquele som pesado que não consigo definir com precisão. Se calhar é mesmo de propósito. São mesmo bons. Slayer foi espantoso. Grande treino, ali no meio da moshada. Adorei. A velocidade a que o Lombardo tocava na "Angel Of Death". Os putos que não so conheciam ficaram espantados. É importante, isto, gostar do que é novo e do que já foi criado há mais tempo. Melhor concerto do festival: Iggy And The Stooges. Não há palavras. O Iggy Pop é a maior besta, no sentido animalesco, do rock. Ele está para durar. Devem manter o tipo em ambar e descongelam-no de cada vez que ele actua. Lindo: Rock´n´roll do mais puro e daquele tipo de rock que manda tudo para todos os sítios. Audioslave a tocar Soundgarden e Rage. Demais, com o rest que eles têm de bom do seu repertório. Valeu. Se não falei das outras bandas é porque não me interessaram. Até ao próximo. Vou comprar o "Raw Power" dos Stooges.
Segundo dia: Rock´n´rollada a abrir dos Turbonegro, na melhor tradição Alice Cooper. Pena que tivesse tão pouca gente nessa altura. Depois, muito depois, New Order que, ao contrário do que eu pensava, tocaram três (!) canções de Joy Division: "Transmission", "She´s Lost Control" e..."Love Will Tear Us Apart"! Engraçado que a variedade de sons faz-me lembrar a diversidade das bandas que eu gosto. Passavam temas mais rock e temas mais electrónicos. Eu e os New Order temos isso em comum. Diversificamos. Moby, claro, controla sempre tudo. Grande actuação, com alguns devaneios do tipo tocar Led Zeppelin ou dizer às pessoas que ia tocar Johnny Cash, enquanto se resolviam problemas técnicos. E o discurso? Muito génio, muita inteligência, no melhor estilo Manhattan.
Último dia. Só vi quinze minutos dos Mastodon, mas foi o suficiente para me pasmar com a originalidade daquele som pesado que não consigo definir com precisão. Se calhar é mesmo de propósito. São mesmo bons. Slayer foi espantoso. Grande treino, ali no meio da moshada. Adorei. A velocidade a que o Lombardo tocava na "Angel Of Death". Os putos que não so conheciam ficaram espantados. É importante, isto, gostar do que é novo e do que já foi criado há mais tempo. Melhor concerto do festival: Iggy And The Stooges. Não há palavras. O Iggy Pop é a maior besta, no sentido animalesco, do rock. Ele está para durar. Devem manter o tipo em ambar e descongelam-no de cada vez que ele actua. Lindo: Rock´n´roll do mais puro e daquele tipo de rock que manda tudo para todos os sítios. Audioslave a tocar Soundgarden e Rage. Demais, com o rest que eles têm de bom do seu repertório. Valeu. Se não falei das outras bandas é porque não me interessaram. Até ao próximo. Vou comprar o "Raw Power" dos Stooges.

2 Comments:
Os New Ordew tocaram 4 músicas dos Joy Division... faltou-te a "Atmosphere". E, já agora, comprar o "Raw Power" faz todo o sentido, mas... salvo o erro, eles não tocaram nenhum tema do "Raw Power"... e o melhor concerto do festival foi dos Turbonegro. E a seguir foram os New Order. E o anão do Moby, bem que podia não existir...
Esqueci-me de rectificar uma bácora. O Leroy dos Prodigy chama-se Maxim. Quanto ao Moby deixar de existir é provocatório...Temos que perceber que a maneira de ele comunicar faz parte da sua condição de artista. Lá porque ele apareceu em campanhas publicitárias não deixa de ser um génio. Estamos numa altura em que se aceita todo o tipo de ondas e nada monopoliza. Respeito.
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